O Peido Cerebral

Serve apenas como desculpa para tudo o que de merda temos na cabeça e nos sai, às vezes, não tão silenciosamente cheirável nem olfativamente audível quanto gostaríamos. É o percursor da famosa descarga conhecida por diarreira mental. É o que tudo começa e tudo extremina. É o Espírito no que toca à Trindade fecal

03/04/10

Idiotices

Uma pergunta bastante natural que aflora aquando da observação deste recém nascido blog é: "Porque é que é preto o fundo se isto só fala de esterco e tem um título destes?"
Por mais natural que seja, não é muito legítima. Se se tomar bem atenção, por mais que na nossa cabeça, quando se forma a ideia de um peido, nos apareça a definição de merda, bem como a sua forma, cor, um peido não apresenta tais características. Um peido, a não ser que traga "O Molho", é incolor, e muitas vezes insípido, por tão inodoro ser.
"Mas aqui só se diz porcaria, por mais que estejas com essas explicações, não há nada de falacioso com a pergunta!"
Há. Repare-se que, por pior que seja o conteúdo dos textos, a sua qualidade formal (ou falta dela) ou mesmo o autor, nada passa de uma materialização de ideias que tomam posse da disposição de cada um, como militares em golpe de estado, como pai sentenciador em dia de festa ou como padre, o bendito prior, durante a omilia. Ideias essas que não crescem de nenhum intestino, daí não haver a mínima razão para pôr um fundo castanho.
"Quem falou em castanho? Apenas se inquere o porquê do preto!"
E quase que me calam por este caminho, que ninguém falou em isto ter a cor de escrementos. E não tem a mínima razão de ser preto, que nem tudo o que se escreve cá é algo negro ou que enegrece o autor, apesar de muito ser.
E calam-me.

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