O Peido Cerebral

Serve apenas como desculpa para tudo o que de merda temos na cabeça e nos sai, às vezes, não tão silenciosamente cheirável nem olfativamente audível quanto gostaríamos. É o percursor da famosa descarga conhecida por diarreira mental. É o que tudo começa e tudo extremina. É o Espírito no que toca à Trindade fecal

19/04/10

São 28s

Na Melroeira é que se está bem. (era para dar inúmeras razões para tal facto e iluminar uma ou duas almas acerca de tal coisa mas não vale a pena, para além de mim e da "Picota" ninguém mais lê isto, e ela sabe tão bem como eu que o que digo é verdade) Quanto mais não seja em termo de comparação com o 5º do nrº 20, os aviões até à 1 e a partir das 7, as ambulâncias até amanhã, o piano de cima perpetuado pelo ontem e pelo metódico metronomo a cada fim de semana, o sossego até outro dia, para além da finita via, para além do Santo e do Sagrado, para além do que é moderno, onde se é simples. As velhas zumbem entre as sete e as oito, e depois entre as nove e as onze e meia, o que de toda a semana se foram enteirando, batendo que nem Jeovás a todas as capelinhas, para debaterem na maior delas todas, para além das rezas cheias de intento, pautadas por um qualquer homem de boas intenções, tudo quanto lhes deveria dizer respeito, por se passar à sua frente, quando se "refastalam" nos cadeirões a fazer crochet e não a ver quem passa. Os velhos, esses, sem taberna nem taberneiro, mal se vêem. As novas, não as há, nunca as houve. Os novos, esses vão à procura das novas. E depois há aqueles, que, nem novos nem velhos, na portentosa idade da razão, que já viveram bastante, mas que não perdem a fibra, depois de uma semana a bulir, vestem o mais reles dos fatos e vão, numa busca eufórica pela calma da horta, rega aqui, semeia acolá, sempre de enxada em riste ou de tesoura e serra, trunca, embeleza, absorver toda a terra, toda a folha, todo um cheiro que evitam durante uma semana, um mês, porque o que fede na cidade, é tão melhor para respirar. (Não, ainda não ficaram iluminados. Nem pela essência da Melroeira, nem d'aquilo que fede na cidade)

03/04/10

Idiotices

Uma pergunta bastante natural que aflora aquando da observação deste recém nascido blog é: "Porque é que é preto o fundo se isto só fala de esterco e tem um título destes?"
Por mais natural que seja, não é muito legítima. Se se tomar bem atenção, por mais que na nossa cabeça, quando se forma a ideia de um peido, nos apareça a definição de merda, bem como a sua forma, cor, um peido não apresenta tais características. Um peido, a não ser que traga "O Molho", é incolor, e muitas vezes insípido, por tão inodoro ser.
"Mas aqui só se diz porcaria, por mais que estejas com essas explicações, não há nada de falacioso com a pergunta!"
Há. Repare-se que, por pior que seja o conteúdo dos textos, a sua qualidade formal (ou falta dela) ou mesmo o autor, nada passa de uma materialização de ideias que tomam posse da disposição de cada um, como militares em golpe de estado, como pai sentenciador em dia de festa ou como padre, o bendito prior, durante a omilia. Ideias essas que não crescem de nenhum intestino, daí não haver a mínima razão para pôr um fundo castanho.
"Quem falou em castanho? Apenas se inquere o porquê do preto!"
E quase que me calam por este caminho, que ninguém falou em isto ter a cor de escrementos. E não tem a mínima razão de ser preto, que nem tudo o que se escreve cá é algo negro ou que enegrece o autor, apesar de muito ser.
E calam-me.

Recordando...

E há um par de anos escrevi isto, num outro blog, que, com pena minha, já se encontra extinto:

"Sou dislexico. Acordei para esta misera realidade quando me apercebi que simples sinais me passam completamente ao lado (ou troco-lhes o sentido e a direcção) e salto linhas sem o read between. Surgiu-me então uma forte convicção de que sem escola, na ignorância desta síndrome, não me teria tornado irracionalmente cerebral e teria poupado umas belas horas de terem sido submetidas aos morosos pensamentos de quem não sabe o que quer, ao invés de saber como o conseguir (NOT). E isto de indefinição, traz uma manipulação microscópica do impulso (o que teria sido bastante saudável para o Boris Yeltsin não ter sucumbido lavado em vodka), não casa com testosterona em brasa de adolescente. Tudo isto para, depois de alguma reflexão, concluir que apesar de não ser acastanhado, quando estico o dedo indicador e toco num outro indicador de terceiros, faz-se luz e começo a gritar feito parvo."

Qualquer púbere se identificará com tal, a menos que tenha sido um surfista que detinha o monopólio. Já na altura tinha a mania que havia piada no que eu escrevia.

02/04/10

?

Dá o dito por não dito. Nesta inconsistência se queda, sem nada mais acrescentar ou, até acrescentar tudo e mais alguma coisa que desjustifique, mistifique e qualquer-coisa-que. O quê? Nem sabe bem, mas tamanha é a consistência de seu palavreado, a firmeza de seu discurso, que nem a mais complexa das perguntas faz confusão ou embarassa este mais que elaborado raciocínio, jamais. Mesmo sem uma cartola é capaz de extrair, do nada, que PV=nRT e através de morosos procedimentos empíricos e alguns cálculos, partindo de variados axiomas, deduz um coelho. Como? Senhores e senhoras do júri, ninguém faz a mínima ideia, ou se daria a esse trabalho, e ao invês, mãos à obra! que é necessário um altar. Com este calibre, patamares nivelados nunca serão, de todo, justos.
Caçando com cão, caçando com gato, carnavalando ou pescando, cada um se governe. Mas que lá por cima não ande quem com os pés na terra deveria estar.